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Ninho da noite
Ninho da noite
Gosto da chuva barulhenta e mansa Que em cima da casa cai. Ela canta uma velha canção Que nem com o tempo se esvai. É de ouro o meu telhado, É de brisa a janela que embaça, De estrela a lágrima presa, De sonho, a cortina e a fumaça. E a chuva intensa e calma Pingo a pingo marca passo, Montando cenário, enredo, Motivo, silêncio e abraço. Frio laço, doce ilusão, Metade de sonho: verdade. Metade segredo: paixões. Ninho onde a noite se ajeita, Velando dois corações.
Iguaçu
Publicado em 13/03/2010 às 19h16
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